Escolhas...

Uma luz inesperada e intensa invadiu sua janela. Pelo vidro cintilante ela avistou a esperança. Meio sonolenta e confusa, sentou-se na cabeceira da cama. Fechou os olhos por um instante e deixou-se embriagar. Enquanto viajava em seus pensamentos, perdia totalmente a noção do tempo. Lembrou-se de tudo o que havia acontecido ao decorrer de sua existência. Vagou em cada momento. Sentiu cada dor e se alegrou com os poucos sorrisos. Lembrou-se com pesar da tarde nebulosa de Setembro. Tarde em que sentiu a maior dor ocasionada a sua alma. Chovia muito, e todos estavam reunidos na ante sala. Seu coração estava acelerado, já premeditando a noticia. Segundos depois veio a confirmação, sua mãe havia falecido. Aos 14 anos, havia perdido a tão amada mãe. Lembrou-se com pesar do desespero que sentiu, da dor, do caos, e dos dias em que ficou internada. Estremeceu com a lembrança. Continuava com os olhos fechados. Lembrou-se de quando ganhou seu primeiro animal de estimação, uma cadelinha chamada Lucy, presente de seu pai. Adorava Lucy. Brincavam todas as tardes quando voltava da escola. Quando Lucy morreu, achou que nunca mais gostaria de outro bichinho. Mas ao contrario, depois de Lucy, vieram muitos outros. Tudo era assim. Quando perdia algo que amava muito, sempre tentavam compensá-la com algo que pudesse vir a amar mais. Deu um meio sorriso. O que ninguém jamais soube, é que nunca conseguiram. O despertador tocou. Havia chegado à hora. Abriu os olhos e sentiu a luz forte e penetrante. A decisão ecoava em sua cabeça. Hoje iria compartilhá-la. Pensou em tudo que viria depois, mas não se importou. Nunca saberia se daria certo se não tentasse. E no futuro, caso não desse certo, se lembraria de tudo com orgulho, não com pesar. Acreditava que quem não arrisca, sofre duas vezes, por não ter tentando e por nunca saber se daria certo...

Oh céus!

 

Athena, em sua infinita bondade, ordenou a Hades que fosse reinar ao lado de Zeus, nos libertando assim do calabouço...

Deus seja louvado!

 \000/

hauahauhuahauhau

 

Amar dói...

Será que é tão difícil perceber todo o mal que tem me causado?

Tenho sentido meu coração tão sombrio, sinto que estou me afastando da luz...

Minha alma tem enfraquecido, é como se caminhasse novamente de encontro ao vão.

Não consigo perceber o amor que brilhava em nós, nem a vontade de estarmos juntos que antes emanava livremente.

É como se o tempo longínquo de relacionamento nos afastasse ferozmente.

Não consigo entender. Amo tanto você, quero tanto estar contigo, mas, é como se a maldição que nos foi jogada naquele nefasto dia de chuva houvesse penetrado. Como se as palavras ditas por aquele estranho tivessem poder, poder de realmente afastar nossa felicidade...

Tem sido doloroso para mim, e você parece não perceber. Não suporto mais conversar em vão, chorar em vão, amar em vão...

Preciso saber o motivo de tanta distância, estou enlouquecendo, perdendo o sono, vendo coisas...

Não sei o que fazer, realmente não sei, sinto-me como um animal indefeso diante do predador, esperando o glorioso golpe final...

Não imaginava quanta dor o amor poderia causar...

Preciso da sua ajuda, preciso que me diga o que fazer, ou simplesmente me liberte, para que eu possa ir...

 

...

"Littera scripta manet!"

Morrer por você?

...

...

...

...

...

 

Só se for de rir...

Neda Agha-Soltan... (Anjo da Liberdade)

"- Ela era apenas uma pessoa na rua que lutava contra a injustiça que estava ocorrendo em seu país, e por isso ela foi assassinada".

(Hejazi - Médico que tentou socorrer a jovem após ser atingida pela milicia Basij, que apoia o presidente Mahmud Ahmadinejad).

Quem assistiu ao vídeo não pode ficar indiferente ao sofrimento demonstrado nos olhos da jovem Iraniana, morta por tentar fazer a diferença em um regime opressor.

Exponho aqui minha solidariedade e indignação.

Que a morte da jovem e de tantos outros que lutam por um país melhor não seja esquecida nem tão pouco em vão.

...

Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor.

Deus, Demônio, eu?

Amor é algo difícil de descrever. Até por que não acredito que um sentimento tão complexo possa ser explicado. Como disse tão sabiamente o mestre Shakespeare: “Pobre é o amor que pode ser medido”.

O que nos faz amar? O que faz com que eu queira tanto alguém a ponto de dar a minha vida por ele? Por que existem tantos sentimentos ruins que as pessoas agregam ao amor? Sinceramente busco uma resposta concreta e que convença ao menos a mim...

Às vezes acho que se Deus realmente existe, em algum momento, ele se arrependeu amargamente da criação que fez...

Acredito que nem ele imaginava as dimensões que seus seres humanos tomariam. Os estragos que causariam a algo que deveria ser a criação perfeita, a vida...

Quantas vezes ele deva ter se envergonhado de apontar a terra a seus Anjos e Querubins ao dizer:

_ Eis ai minha criação!

Seres perfeitos, transformados em uma anomalia mutante, capaz de tudo por seu próprio e único bem.

O que faz com que Deus nos mantenha aqui? O que faz com que ele não destrua a terra de imediato? Por que deixar que a maldade continue se espalhando?

AMOR...

O mais puro e verdadeiro AMOR...

Creio que ele tenha a esperança, sensação, desejo, de que retornemos ao amor pelo qual fomos criados...

Será que até Deus comete erros?

Se eu pudesse, gostaria de esclarecer muitas dúvidas pessoalmente com Deus, queria saber se o incrível amor que o rege, foi derramado sobre os humanos...

Se somos oriundos de amor, por que existem tantas pessoas dignas de pena, dó, compaixão e piedade?

Não me refiro as questões materiais, me refiro ao nosso intimo, ao nosso caráter, a nossa postura como pessoas...

Somos seres dotados de energia, se nasço de um ato de amor, como posso me tornar um ser evasivo, mesquinho, traidor e cruel com os outros e comigo mesmo?

Forças do mal? Ah claro, é sempre melhor culpar o Demônio ou qualquer outra coisa do que a mim mesmo...

 

...

Ao sair,                                    

                                                  Feche a porta!

Nunca se sabe o que pode entrar...

Mariáh, Frederico e Michele...

Era uma vez uma garotinha chamada Mariáh. Desde os cinco anos, Mariáh já enfrentava problemas com sua dupla personalidade. Alimentava uma raiva intensa. Apesar de possuir os dons divinos, mesmo sem perceber Mariáh sempre teve preferência pela escuridão, e todos os seus dons foram perdidos junto com sua inocência...

Boa aluna, uma amiga confiável e extremamente generosa, essa era a mascara usada por ela. Cursando o Ensino Médio. Mariáh já era especialista em fantasiar emoções. Ninguém poderia imaginar o que se passava em seu coração, o quanto era rancorosa e má. O motivo? Nem ela sabia ao certo, mas não gostava da felicidade alheia, tinha certeza apenas de que era desprovida de amor. Não se contentando com o fato de sofrer sozinha, a perversa garota atraia disfarçadamente outros para seu sofrimento. Queria que eles também pagassem por sua própria maldade.

Mariáh se formou, e começou a fazer cursinhos para o Vestibular. As coisas eram mais complicadas em sua cidadezinha de fim de mundo, e o que nem Mariáh sabia, era que ela odiava aquele lugar, e consequentemente todos que conseguiam sair dali.

O ódio em sua áurea era facilmente alimentado. Mariáh começou a cursar Jornalismo na faculdade de sua cidade...

Sua postura não era a das melhores, estava sempre com a turma da baderna, adorava sair para beber e fumar, precisava aliviar de alguma forma sua falta de caráter...

Para que as pessoas a aceitassem sem que ela precisasse de muito esforço, se submetia a vidinha fútil que a ofereciam se reclamar...

No fundo gostava de todas aquelas frivolidades...

Em uma dessas confusões, Mariáh conheceu um rapaz que a interessou. Frederico era popular na cidadezinha de fim de mundo, mas não residia lá, estudava em uma cidade grande e possuía vínculos amorosos na mesma. Mariáh se informou sobre o rapaz com seus amigos em comum, para se aproximar sorrateiramente. Descobriu tudo sobre Frederico, onde estudava, o que fazia no tempo livre, quem era a maldita namorada, investigou a família, enfim, revirou toda a vida do rapaz...

A maldita namorada...

Michele era uma menina meiga e sonhadora, na realidade um tanto quanto tonta. Pensava que sua vida seria perfeita ao lado de seu amor, nem imaginava o que a aguardava...

(Quando começaram as perseguições, para sua infelicidade, Michele não acreditou no que era tão óbvio...).

Mariáh não perdia uma chance de se aproximar, sempre estava envolvida com seus amigos e se informava sobre cada passo dele.

Frederico, sempre quieto e calado, se mostrava um rapaz reservado, tímido.

O que ninguém sabia, o que ele nunca deixou eminente, foi sua falta de caráter, de lealdade, de fidelidade...

Deixou-se envolver pelas investidas de Mariáh, que com o caráter similar, não se importava com o fato de Frederico já estar com casamento marcado.

Acostumou-se com os restos que lhe eram oferecidos. E pela primeira vez, chorou como uma criança, ao saber que ele nunca seria completamente dela...

Desesperava-se ao saber que ao sair de seus braços, era a outra que ele dizia amar...

Frederico, ao perceber o sofrimento de Mariáh, adotou uma postura diferente, começou a dizer-lhe com mais freqüência que amava era ela, e que o casamento só aconteceria por que ele estava sendo obrigado...

Mariáh se contentou, e resolveu se apegar a isso...

Tudo a incomodava, não conseguia estudar, trabalhar ou se relacionar direito com seus amigos...

Faltavam apenas dois dias para o casamento, e Mariáh estava com uma profunda cólera...

Frederico já não atendia mais as suas chamadas, ela não sabia como localiza-lo, e em um ato de desespero, começou a ligar freneticamente para a namorada de Frederico, que por sinal estava ocupada com os preparativos e não a atendia...

Mariáh estava desnorteada, precisava fazer algo, tinha que atrapalhar de alguma forma tudo o que estava planejado, pensava no que fazer...

Frederico, mergulhado em seu poço de cinismo, junto a sua futura esposa, acertava todos os detalhes para a cerimônia.

Carinhoso, meigo e gentil. Tratava sua esposa da melhor maneira possível, precisava se aliviar de algum modo...

Casado. Frederico estava casado.

Mariáh desmoronou.

Articulava uma forma de afetar a felicidade deles.

Ela ficaria com Frederico a qualquer custo.

Os pombinhos estavam em viajem, ela teria que esperar...

Mariáh não dormia. Não comia. Não sabia como respirar.

Ficava o tempo todo imaginando como eles estariam.

Mariáh sucumbia. Os dias mais vazios de sua vida se arrastaram por toda a longa semana.

Precisava agir rápido. Não seria cautelosa. Agiria friamente.

A lua-de-fel...

Frederico estava confuso. Acordou meio tonto e caminhou até o banheiro. Havia se embriagado...

Voltou à cama e acordou Michele, que dormia profundamente, exausta pela viajem.

Juras falsas de amor foram feitas...

Frederico agia sem pudor...

O dia do retorno chegou...

Frederico e Michele foram para sua casa na cidadezinha de fim de mundo.

Ajeitavam os últimos detalhes...

Mariáh foi informada do retorno...

Tudo já estava planejado...

Mariáh esperaria o momento certo para destruir definitivamente aquele circo...

Saiu com seus amigos para um bar, e ligou para Frederico...

Frederico estava em casa na companhia de Michele...

O telefone tocou...

Mariáh sugere a Frederico que escape e se encontre com ela, Michele ouve, a coisa se complica...

Frederico grita com Mariáh e desliga.

Michele fica transtornada...

Frederico tenta se justificar...

A campainha toca. Michele atende. Era Mariáh.

Parada na porta com um cigarro na mão. O veneno é destilado...

Michele ainda transtornada a convida apara entrar. Chama Frederico.

Finalmente o encontro. A quase verdade.

Mariáh e Michele conversam, Frederico empalidece.

Verdades e mentiras são atiradas ao vento.

A briga. Michele se descontrola com os insultos e avança em Frederico.

O circo foi desarmado. Confusão. Quebradeira. Magoa. Feridas abertas.

Tudo estava consumado.

Quem estava Errado?

Mariáh? A garota sem caráter e escrúpulos, que pousa de santa, que teme a Deus, (Rs) e ainda assim se envolveu com um homem comprometido?

Frederico? Que mesmo não amando mais Michele, a mantinha por perto por egoísmo, vaidade ou medo? Que traiu seus princípios, traiu Michele e a história de anos que os dois possuíam?

Michele? A tonta que já desconfiava da desonestidade de Frederico e ainda assim, mesmo com a perseguição de Mariáh acreditou em Frederico?

Frederico não tinha a obrigação de amá-la por toda a vida, isso é fato, todos estão sujeitos a mudanças. Mas a obrigação de comunicá-la era dele, ele deveria ter dito a ela que tudo estava morto, acabado...

Ainda que doesse, ainda que ferisse, ele sairia da relação como um homem descente. E se amasse realmente Mariáh, e a quisesse ao seu lado, teria adotado a postura de um homem ímpio.

Bom, deixemos que o tempo faça o julgamento...

 

 

Boomerang Blues...

Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde você vai ter de viver


Não me entregue o seu ódio
Sua crise existencial
Preliminares não me atingem
O que interessa é o final
E não me venha com problemas
Sinta sozinho o seu mal

Por que tentar sentir demais?
E você só me usou
Eu tentava ajudar
E você só me queimou
Mas é errando que se aprende
Minha boa vontade se esgotou

Os aborígenes na Austrália
Com o boomerang vão caçar
O boomerang vai e volta
E só fica quando consegue acertar
E eu sou como um boomerang
Quando eu acerto é pra matar

Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes
Mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta
E o sangue ruim do seu coração


Eu só não entendo como fui cair
Dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Você tentou roubar
Mas o boomerang agora é meu.

Só não entendo como eu fui cair
Dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Você tentou roubar, mas o boomerang
Agora é meu

 

(Legião Urbana).

Abismos abertos...

"Atiramos o passado ao abismo, mas não nos inclinamos para ver se está bem morto."

(Shakespeare)

Erva Venenosa...

Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda...

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!..

De longe não é feia
Tem voz de uma sereia
Cuidado não a toque
Ela é má pode
Até te dar um choque...

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!..

Se porta como louca
Achata bem a boca
Parece uma bruxa
Um anjo mau
Detesta todo mundo
Não pára um segundo
Fazer maldade é seu ideal
Oh! Oh! Oh!...

Como um cão danado
Seu grito é abafado
É vil e mentirosa
Deus do céu!
Como ela é maldosa...

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!...

Se porta como louca
Achata bem a boca
Parece uma bruxa
Um anjo mau
Detesta todo mundo
Não pára um segundo
Fazer maldade é seu ideal
Han! Han! Han! Haaaan!
-Xá prá lá!...

Erva venenosa!
Erva venenosa!
Venenosa! Venenosa!
Venenosa! Venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!...

 

(Rita Lee)

Felicidade fugaz...

Há quem quer enganar com sua falsa felicidade?

Fico a imaginar quantas vezes você dormiu aos prantos, imaginando que o mesmo ele faria contigo...

Minha cara, quem é desonesto uma vez e não se arrepende verdadeiramente, será desonesto sempre...

Agora te pergunto, acha mesmo que ele a ama?

Acha mesmo que será feliz ao lado de alguém com um caráter tão duvidoso?

Você ao menos imagina o que ele diz a outra em suas costas?

Imagino o quanto isso deva incomodá-la...

A insegurança, a tristeza e a DÚVIDA...

DÚVIDA, DÚVIDA, DÚVIDA...

Dúvida que a corrói por dentro, que a sucumbi, que aos poucos a destrói, e faz com que haja na defensiva, atraindo outros para seu sofrimento desnecessário...

Sofrimento desnecessário, completamente desnecessário...

Estar entre o Céu e o Inferno é apenas uma questão de escolha...

 

Aos Fulanos e Fulanas da Vida...

 

A Raposa e as Uvas

 

Uma raposa passou embaixo de uma parreira carregada de lindas uvas.
Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes,mesmo…

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança!

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]